Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O Bloco de Esquerda (BE) quer que sejam apuradas as responsabilidades políticas sobre a existência de uma vala comum onde o município de Castelo Branco enterrou cadáveres de animais de companhia.
O Bloco de Esquerda (BE) quer que sejam apuradas as responsabilidades políticas sobre a existência de uma vala comum onde o município de Castelo Branco enterrou cadáveres de animais de companhia.
"O Bloco de Esquerda quer que sejam apuradas as responsabilidades políticas que este caso envolve, pois temos conhecimento de que existe a conivência e conhecimento desta situação pelo executivo municipal na pessoa de alguns vereadores", refere, em comunicado enviado hoje à agência Lusa, o Bloco de Esquerda de Castelo Branco.
Recentemente, o eleito municipal de Castelo Branco, Luís Barroso, e o deputado do BE Pedro Soares, denunciaram a existência de uma vala comum onde, "foram depositados por duas vezes, cerca de 100 cadáveres de animais de companhia, muitos deles ‘chipados'".
O BE sublinha que avançou com duas novas denúncias sobre este assunto, dirigidas à Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT) e à Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).
"O local denunciado tem aterros com duas datas diferentes, o que evidencia uma prática comum e não esporádica. O mesmo pode ser confirmado se das denúncias forem feitas as devidas investigações", lê-se na nota.
Adiantam ainda que, no caso de avaria de uma das arcas onde são guardados os cadáveres dos animais para posterior incineração, "seria o seu arranjo ou substituição imediata, nunca o aterro de animais numa zona de caça e pastorícia, deixando os cadáveres acessíveis a outros animais que os queiram desenterrar e a decomporem-se, contaminando o solo e os lençóis de água ali existentes".
O BE explica também que os documentos tornados públicos pela comunicação social, uma fatura e uma guia de transporte, referem-se "a uma única recolha de cadáveres por parte da empresa certificada, no início de janeiro do corrente ano e respeitante a animais depositados do ano anterior".
"Estamos em outubro, já passaram dez meses, e não há qualquer indicação de mais nenhuma recolha de cadáveres para incineração. Falta saber qual tem sido o seu destino este ano e dos anos anteriores, bem como se os dois aterros do local denunciado são os únicos, o que pomos muitas dúvidas", concluem.
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