Por: Cristina Valente
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) entregou 960 pares de sapatos à Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) entregou 960 pares de sapatos à Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.
O ato de doação teve lugar em Castelo Branco, onde o material se encontrava armazenado.
O calçado, com designações de marcas bem conhecidas, fica agora à guarda do Estabelecimento Prisional de Castelo Branco, que tem 90 dias para retirar todos os sinais identificativos das marcas apostas nas peças, para só depois fazer a distribuição das mesmas pela população prisional.
O inspetor-geral da ASAE, Pedro Portugal Gaspar, destacou a importância de ser dado um outro destino aos bens apreendidos que não a destruição, uma politica que a ASAE tem implementado e que é para continuar.
"Esta é uma politica para continuar, neste momento já cobrimos 15 dos 18 distritos, e contamos este ano fazer doações nos distritos que faltam, até para assegurar uma equidade também geográfica" afirma Pedro Gaspar
Pedro Gaspar salientou a importância dos magistrados estarem sensibilizados para esta questão, "pois são eles que têm que dar cumprimento aos despachos" e também a boa vontade das marcas, "pois têm também que dar autorização para que o material com a sua designação, falsificado, seja utilizado" explica o responsável.
Celso Manata, diretor-geral da Reinserção e Serviços Prisionais, também presente na cerimónia, considerou o ato muito importante, pois os serviços prisionais têm grandes dificuldades.
"A população prisional é hoje em dia diferente, temos nas prisões muitas pessoas que não deviam lá estar, que foram condenadas ao pagamento de multas, mas que por falta de meios económicos, foram parar à prisão, ou seja, temos pessoas com muitas dificuldades dentro das cadeias" afirma o responsável.
Por isso todas as doações são "bem vindas", num sistema que não tem dinheiro nem para comprar produtos de higiene suficientes
" Esta ação vem ajudar a colmatar as dificuldades, e de uma forma muito bonita, porque trata-se de pegar em objetos que são resultado de uma atividade criminosa, para ajudar pessoas que estão a precisar e que doutra forma não tinham acesso a eles" afirma Celso Manata.
O Estabelecimento Prisional de Castelo Branco ficará fiel depositários dos bens, e será o responsável por retirar todos os sinais identificativos das marcas existentes nas peças.
Fátima Jerónimo, diretora do Estabelecimento Prisional de Castelo Branco, disse à nossa reportagem que esta é uma doação muito importante, para uma população que vive com muitas dificuldades,
"Cada vez mais a população reclusa vive com grandes dificuldades, este material destina-se aos reclusos com maiores dificuldades económicas" afirma a diretora do Estabelecimento Prisional de Castelo Branco, acrescentando que as maiores necessidades, são; "necessidades de calçado, roupas e produtos de higiene".
Fátima Jerónimo, adianta que para além desta doação , tem havido outras muito importantes da Caritas, Cruz Vermelha e Câmara Municipal de Castelo Branco, que têm ajudado a colmatar as necessidades.
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