Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Comissão Distrital do PSD de Castelo Branco acusa o Governo e o PS de não estarem a defender o Interior.
A Comissão Distrital do PSD de Castelo Branco acusa o Governo e o PS de não estarem a defender o Interior.
O PSD dá como exemplo a decisão sobre os contratos de associação para o ensino, que levou ao encerramento do Instituto de São Tiago, em Proença-a-Nova
"Esta medida governativa é mais um sinal errado que se dá sobre a aposta no Interior. É caso para dizer que este Governo é defensor do Interior no papel, mas centralizador na prática", lê-se no comunicado hoje enviado à agência Lusa.
O documento destaca ainda que apesar do que o Instituto de S. Tiago, localizado em Sobreira Formosa, no concelho de Proença-a-Nova, distrito de Castelo Branco, desempenhava pela educação da população daquele concelho e freguesia, acabou por ser um dos 39 estabelecimentos de ensino com contratos de associação aos quais o "Governo das Esquerdas" retirou financiamento.
"O Governo da 'geringonça' aproveitou para realizar uma mostra da visão demagógica e propagandística que enferma, numa ânsia de levar a sua veia radical ao extremo de nem se importar com as consequências das decisões que toma", acusam.
Para os sociais-democratas, "a defesa do Interior e de freguesias como a Sobreira Formosa não consta do léxico deste Partido Socialista, partido que lidera os destinos da 'geringonça' e do município de Proença-a-Nova".
Sublinhando que os "proencenses não merecem ser cobaias deste laboratório ideológico", a distrital critica ainda o que classifica como "passividade" do atual presidente da câmara local e também questiona a posição dos deputados socialistas eleitos pelo círculo de Castelo Branco.
"A juntar à postura e ausência de posição dos senhores deputados socialistas, não podemos deixar de reforçar que o novo presidente demonstrou uma atitude serviçal perante o seu partido", dizem.
Segundo consideram, "este é um caso de alguém que, por mais anos que tenha de vereação, não captou a essência da defesa do Interior".
Destacando o exemplo do autarca da Sertã - que optou por assegurar a continuidade do Instituto Vaz da Serra em Cernache de Bonjardim (também no distrito de Castelo Branco) - o PSD endurece as críticas ao autarca do município vizinho.
"Não há nada pior do que perceber que a defesa das populações de Proença-a-Nova está entregue a um aprendiz de político, incapaz de se transformar num autarca proativo, mera marioneta do radicalismo ideológico deste Governo da 'geringonça'", afirma.
O Instituto de São Tiago, que tinha atualmente nos quadros 17 professores, um psicólogo e oito funcionários, anunciou na última semana que não vai abrir este ano letivo.
"Somos daqueles a quem foram retiradas todas as novas turmas em início de ciclo. Sem esta verba que era transferida pelo Estado e as consequências desta redução de apoio, tínhamos muitas dificuldades em continuar a atividade", disse à agência Lusa a diretora pedagógica do IST, Francelina Sousa.
Depois de a decisão lhe ter sido transmitida, o presidente Câmara de Proença-a-Nova, João Lobo, emitiu um comunicado no qual enfatizou o trabalho que foi realizado pela instituição ao longo dos anos, deixando uma nota de serenidade para todas as famílias com a garantia de que município, como não podia deixar de ser, assegurará que os alunos tenham transporte em viagens compatíveis com os seus horários escolares.
À Lusa, disse ainda que a Câmara de Proença-a-Nova, a cooperativa que gere o IST e outra instituição, estão já a trabalhar no sentido de aproveitar o edifício, localizado em Sobreira Formosa, para o converter noutra valência ligada à saúde e solidariedade.
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