Por: Diario Digital Castelo Branco
A instalação da VALAMB, unidade industrial de Secagem de bagaço de azeitona, no limite territorial entre a freguesia de Castelo Branco e Alcains, entre a EN18 e a A23, tem tido diversas controvérsias. Os riscos ambientais já foram levantados por alguns grupos partidários e pela Triplo A – Associação Ambientalista de Alcains.
A instalação da VALAMB, unidade industrial de Secagem de bagaço de azeitona, no limite territorial entre a freguesia de Castelo Branco e Alcains, entre a EN18 e a A23, tem tido diversas controvérsias. Os riscos ambientais já foram levantados por alguns grupos partidários e pela Triplo A – Associação Ambientalista de Alcains.
Sendo este um caso que já leva cerca de dois anos, a instalação da VALAMB veio mais uma vez à baila. Desta vez pelos vereadores do PSD, Paulo Moradias e João Paulo Benquerença. Em causa está uma carta/resposta, assinada pelo presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Luís Correia, enviada à Triplo A no dia 4 de agosto.
Segundo Paulo Moradias, o autarca foi questionado algumas vezes em reuniões e assembleias municipais sobre este processo, sendo que, em todas as ocasiões Luís Correia respondeu que “não é a Câmara que licencia aquela empresa, a única coisa que a Câmara pode fazer é estar preocupada”.
“Temos exposto a nossa opinião, embora preocupados com a criação de emprego, mas não a todo o custo. Tivemos o cuidado de levantar a questão, como no dia 27 de novembro de 2015. O assunto caiu no esquecimento e no dia 15 de julho de 2016 entendemos perguntar se este assunto já tinha morrido, o presidente da câmara disse que não tinha qualquer novidade”, relatou Paulo Moradias, esta segunda-feira.
No entanto, em agosto, os vereadores do PSD tiveram conhecimento da resposta do autarca enviada à Triplo A, onde se pode ler que: “relativamente ao processo de licenciamento de obras nos termos do RJUE (Regime Jurídico de Urbanização e Edificação) verifica-se que o projeto se encontra aprovado estando em curso o prazo para levantamento da licença de construção, que termina caso não seja requerida prorrogação de prazo nos termos citado RJUE, em 8 de outubro de 2016”.
Confrontados com esta carta, Paulo Moradias referiu que “o presidente da câmara mentiu quando foi questionado, o que é grave”.
“Sabia perfeitamente qual era o ponto de situação. Ocultou a todos os deputados municipais e aos alcainenses”, disse João Paulo Benquerença.
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