Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O Comando Territorial de Castelo Branco da GNR registou dezoito acidentes com máquinas agrícolas desde o início do ano, no Distrito de Castelo Branco, dos quais resultaram oito mortes.
O Comando Territorial de Castelo Branco da GNR registou dezoito acidentes com máquinas agrícolas desde o início do ano, no Distrito de Castelo Branco, dos quais resultaram oito mortes.
"Temos tido ao longo deste ano um número muito elevado de acidentes [com máquinas agrícolas] e temos tido, resultante desses acidentes, um grande número de mortes", explica o comandante da GNR de Castelo Branco, coronel José Carlos Gonçalves.
Este responsável, que falava na sede do Comando Territorial da GNR de Castelo Branco, durante a apresentação do Programa "Sinistralidade com Máquinas e Tratores Agrícolas", adianta que o objetivo desta iniciativa é alertar, sensibilizar e chamar à atenção das pessoas para os problemas que se colocam no uso de máquinas agrícolas.
Para o efeito, a GNR de Castelo Branco estabeleceu parcerias com várias entidades distritais, sobretudo Escola Superior Agrária de Castelo Branco, Comando Distrital de Operações e Socorro, Federação dos Bombeiros, Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais, que vão desenvolver ações de sensibilização junto das populações para o uso em segurança de máquinas agrícolas.
"Temos 18 acidentes desde o início do ano, com quase 50% de mortes resultantes desses acidentes, o que é manifestamente muito e é algo que nos preocupa sobremaneira. Temos que conseguir tornear esta situação, porque não é possível continuar a assistir de braços cruzados a situações como estas", sustenta.
José Carlos Gonçalves diz que, através das parcerias agora estabelecidas, vão tentar "dar todos os contributos para que a diminuição deste flagelo possa acontecer".
Adianta ainda que falta bastante cultura de segurança no país: "A cultura de segurança não está enraizada nas pessoas".
O comandante da GNR de Castelo Branco explica também que o número de acidentes com máquinas agrícolas tem aumentado consideravelmente nos últimos anos e adiantou que estes afetam principalmente pessoas com idade a partir dos 55 anos.
Por último, deixa uma mensagem de alguma frustração, sobretudo pela falta de recetividade a esta iniciativa da GNR pela esmagadora maioria das juntas de freguesia do distrito.
"Reforço algum sentimento de frustração porque foram contactados todos os presidentes de juntas de freguesia (120 no distrito) e a recetividade à iniciativa não foi grande. Temos cerca de 18 a 20 juntas de freguesia, o que é muito pouco para o universo de pessoas que se pretende atingir", conclui.
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