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Região 10 de junho de 2016

Idanha-a-Nova é o ponto de encontro do caravanismo nacional

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O Parque de Campismo de Idanha-a-Nova funciona desde esta 6ª-feira até domingo, como o ponto de encontro do caravanismo nacional, onde estão concentrados cerca de 220 participantes num encontro nacional.

O Parque de Campismo de Idanha-a-Nova funciona desde esta 6ª-feira até domingo, como o ponto de encontro do caravanismo nacional, onde estão concentrados cerca de 220 participantes num encontro nacional.

Na receção do Parque de Campismo, o dia é de muito trabalho. As caravanas não param de chegar, isoladas ou em grupos, para participar no oitavo encontro nacional de caravanismo, uma iniciativa da Associação de Caravanismo de Portugal (CDP/ACP).

Entre os caravanistas com quem a agência Lusa falou hoje, são duas, as palavras, que definem a forma de estar destes amantes da aventura: Liberdade e companheirismo.

"O caravanismo surgiu na minha vida há cerca de 36 anos, por causa das fraldas. A tenda começou a ser uma coisa incómoda", disse José Veloso à agência Lusa.

Este engenheiro mecânico de 69 anos, um apaixonado do campismo há cerca de 40 anos, decidiu trocar a tenda pela caravana, por causa dos incómodos e transtornos que lhe causava a mudança de fraldas do seu filho.

"A minha primeira caravana, uma Mondego, fabricada em Portugal, custou na altura 300 contos. Não tinha sequer frigorífico e por causa disso, a primeira aventura foi uma viagem a Andorra, com mais três pessoas, para comprar um frigorífico", contou.

José Veloso, residente em Lisboa, recorda ainda o contrato que fez com o vendedor da sua primeira caravana: "Eu tinha um Renault 5 e disse ao vendedor que se conseguisse subir a Calçada da Carris com a caravana atrelada, comprava-a. E, assim foi".

Já Rogério Diogo, antigo construtor civil, só se converteu ao caravanismo há quatro anos e, até essa data, nem sequer praticava campismo.

"Comprei a minha primeira caravana por impulso e esteve um ano parada à porta de casa. Acabei por vendê-la sem nunca a usar. Não conseguia convencer a família", disse.

Um dia, os filhos convenceram-no a ir fazer campismo com uma família amiga, em tendas. A partir daí, gostaram tanto da experiência, que surgiu a ideia de comprarem uma tenda de dimensões maiores.

"Eu disse que tendas, não, e no espaço de uma semana, comprámos uma caravana. Hoje já vou na terceira, tenho trocado anualmente de caravana, ando ainda à procura da ideal", explicou.

Neste momento, está a preparar uma viagem de caravana a Marrocos. Lançou a ideia num fórum de caravanistas e neste momento, já conta com 15 pessoas que manifestaram vontade de embarcar nesta aventura pelo norte de África.

José Duarte, um engenheiro eletrotécnico, pratica campismo há 50 anos e começou por percorrer a Europa, usando tenda de campismo.

"Entretanto, comecei a conviver com amigos que tinham caravana. Um dia, decidi comprar uma em segunda mão. Já lá vão 15 anos e ainda a mantenho. Sou muito conservador", disse.

Aos 70 anos, assume-se verdadeiramente como um montanhista, a sua paixão, e diz que a caravana é um meio para atingir um fim que é o montanhismo.

De acordo com Ricardo Tavares, presidente da CDP/ACP, as expetativas para este encontro nacional foram superadas, uma vez que as 60 autocaravanas permitidas foram atingidas há cerca de um mês, no período das inscrições.

"Escolhemos o Parque de Campismo de Idanha-a-Nova porque desde que contactámos os responsáveis locais, garantiram-nos todas as condições e comodidades", disse.

Além disso, este responsável sublinha que Idanha-a-Nova é uma região que, só por si, vale a pena conhecer.

O responsável pelo Centro Municipal de Idanha-a-Nova, entidade gestora do parque de campismo, realça a importância deste evento para a região e também para o próprio parque de campismo que esteve durante alguns anos praticamente sem atividade.

"Desde que pegámos na gestão do parque, em 2014, fizemos obras de recuperação e requalificação e começámos a dinamizar o espaço. Nesse ano tivemos três mil visitantes e, no ano seguinte, o número subiu para os 5.500", sublinhou.

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