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Mundo 15 de agosto de 2011

Japão: Imperador apelou à paz no 66.º aniversário da rendição na II Guerra Mundial

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O Japão assinalou hoje o 66.º aniversário do fim da II Guerra Mundial, numa cerimónia presidida pelo imperador Akihito, filho do responsável pelo anúncio na rádio nacional da rendição do país em 1945, que apelou à paz.

O Japão assinalou hoje o 66.º aniversário do fim da II Guerra Mundial, numa cerimónia presidida pelo imperador Akihito, filho do responsável pelo anúncio na rádio nacional da rendição do país em 1945, que apelou à paz.

Na cerimónia de homenagem às vítimas realizada em Tóquio, que contou com a presença do primeiro-ministro, Naoto Kan, o imperador Akihito lembrou os mortos e apelou à paz.

“Sentimos uma profunda tristeza pelos que morreram e pelas suas famílias”, disse Akihito perante uma multidão que eregia crisântemos brancos e amarelos em memória dos mortos. “Olhando para a nossa história, esperamos sinceramente não repetir a tragédia da Guerra”, declarou.

A cerimónia pretendeu assinalar os últimos meses trágicos da II Guerra Mundial, desde a batalha sangrenta de Okinawa (em junho de 1945) às bombas atómicas de Hiroshima e Nagasaki, ambas no início de agosto de 1945.

Naoto Kan salientou na ocasião que o Japão devia usar a experiência de reconstrução do pós II Guerra Mundial como um ensinamento de que é possível recuperar do sismo e tsunami de 11 de março.

"A nossa nação enfrentou muitas dificuldades desde a Guerra", referiu ao considerar que "usando esta experiência, as áreas devastadas e a própria nação, irão recuperar do desastre".

No memorial de segunda-feira, o primeiro-ministro reteirou o pedido de desculpa do país pelo sofrimento causado na II Guerra Mundial.

"Causámos grande sofrimento a muitos países, especialmente na Ásia, durante a Guerra, e devemos refletir sobre isso, prestando o nosso respeito às vítimas e suas famílias”, disse a cerca de 7.200 pessoas presentes na cerimónia.

As cerimónias deste ano têm um significado especial para o Japão, pelo facto de o país estar a tentar recuperar dos efeitos devastadores do terramoto e tsunami de 11 de março, desastres naturais que causaram mais de 20.000 mortos e desaparecidos e desencadearam a mais grave crise nuclear desde 1945, fazendo recordar a devastação deixada pelo fim da II Guerra Mundial.

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