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Mundo 11 de agosto de 2011

Muro de Berlim foi construído há 50 anos e quando caiu arrastou o regime comunista

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Berlim assinala no sábado meio século da construção do Muro que dividiu a Alemanha durante 28 anos, e só tombou em 1989, arrastando na queda o sistema comunista da Alemanha de Leste que subsistia à sua sombra.

Berlim assinala no sábado meio século da construção do Muro que dividiu a Alemanha durante 28 anos, e só tombou em 1989, arrastando na queda o sistema comunista da Alemanha de Leste que subsistia à sua sombra.

As vítimas do Muro de Berlim vão ser homenageadas no sábado em cerimónia solene no memorial do muro na capital alemã, com a presença do Presidente da República, Christian Wulff e da chanceler Angela Merkel.

Já partir das 00:00 de sábado começarão a ser lidas bioografias de vítimas do Muro na Capela da reconciliação no referido memorial, cujo alargamento será inaugurado no mesmo dia.

Há 50 anos, as autoridades da República Democrática Alemã (RDA) justificaram a construção do Muro, uma barreira quase intransponível que dividiu Berlim ao longo de 155 quilómetros, com a necessidade de estancar a emigração em massa para ocidente e a sangria económica daí resultante para o regime comunista.

Segundo estatísticas oficiais, entre o ano da fundação da RDA, em 1949, e 13 de agosto de 1961, início da construção do Muro, emigraram do leste para o ocidente cerca de três milhões de alemães, descontentes com a transformação gradual da RDA num “satélite” da União Soviética.

Só entre janeiro e agosto de 1961, mais de 160 mil alemães de leste decidiram mudar-se para a vizinha República Federal, em clima de agravamento das tensões na política internacional, em plena guerra fria.

Em princípios de junho de 1961, na Cimeira de Viena, o líder soviético Nikita Krutschev tentou convencer, sem êxito, o Presidente norte-americano John F. Kennedy a aceitar a integração de Berlim Oeste no território da RDA, o que viria a revelar-se fundamental para a mudança da estratégia soviética na questão alemã.

A 15 de junho, o líder leste alemão Walter Ulbricht ainda chegou a garantir que a RDA não tencionava erguer nenhum muro, numa conferência de imprensa em Berlim Leste que passaria à história como símbolo da hipocrisia do sistema comunista.

Mas os preparativos já decorriam desde janeiro. Ulbricht era o seu catalisador e obteve finalmente o beneplácito de Krutschev, desiludido com a firmeza de Kennedy, e menos de dois meses depois a maior metrópole alemã acordou dividida, com um dos lados convertido num enorme cativeiro.

A operação, dirigida pelo líder das juventudes comunistas, Erich Honecker, começou na madrugada de um domingo.

As milícias comunistas ergueram barreiras de arame farpado, esventraram ruas e ergueram barricadas na linha divisória entre o setor soviético e os setores ocidentais de Berlim, impedindo a própria população de sair do país, e os alemães ocidentais de entrar em território da RDA.

As potências ocidentais abdicaram de uma intervenção militar, para evitar um conflito direto que poderia conduzir a uma terceira guerra mundial.

“É melhor um muro do que uma guerra”, disse Kennedy, segundo vários historiadores.

Ao longo dos anos, a RDA reforçou o que ficou também conhecido como o “Muro da Vergonha”, erguendo uma dupla barreira de betão com uma “faixa da morte” onde foram colocadas minas anti-pessoais, armas de tiro automático e um sistema de vigilância que chegou a ter 47 mil guardas.

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