FENPROF preocupada com "desconhecimento" da politica educacional do Governo

A Federação Nacional de Professores (FENPROF) reúne-se a partir de hoje em Braga com o “desconhecimento” sobre a política educacional do novo Governo quanto à avaliação dos professores e à constituição de mega-agrupamentos como principais preocupações.

  • Educação
  • Publicado: 2011-07-12 06:46
  • Autor: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A Federação Nacional de Professores (FENPROF) reúne-se a partir de hoje em Braga com o “desconhecimento” sobre a política educacional do novo Governo quanto à avaliação dos professores e à constituição de mega-agrupamentos como principais preocupações.

Em declarações à Agência Lusa, o secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, adiantou algumas das questões que serão abordadas nesta reunião.

“Há coisas que são urgentes perceber: a constituição ou não dos mega-agrupamentos previsto pelos anterior Governo e se o modelo de avaliação dos professores será ou não aplicado, será ou não suspenso”, enumerou.

Quanto aos mega-agrupamentos, Mário Nogueira esclareceu ser “imperativo” saber “se vão ou não avante porque o ano escolar está quase a arrancar e uma medida destas traz muitas implicações”.

Caso avancem os mega-agrupamentos, explicou o responsável, “isso significa fusão de escolas, extinção de escolas, criação de novos órgãos pedagógicos, departamentos de aprovação de projetos educativos comuns que não existe”.

Tais medidas a “terem que ser tomadas já”, implicariam “que alguns professores ficassem sem férias”, afirmou.

Além destas questões, também o programa de Governo suscita “dúvidas”, adiantou Mário Nogueira.

“Há dissonâncias entre as promessas eleitorais e o que consta no programa de Governo, nomeadamente no que toca ao modelo de avaliação dos professores”, especificou o dirigente sindical.

Para o secretário-geral da FENPROF, o “desconhecimento da política educacional” é um dos “maiores problemas em cima da mesa”.

Segundo Mário Nogueira, é preciso “saber se o modelo de avaliação dos professores aprovado pelo Governo anterior vai ou não ser aplicado”.

Caso “este modelo seja aplicado”, considerou o responsável, “isso significa que afinal os compromissos assumidos pelos partidos que hoje são Governo não foram respeitados”.

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