Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Um grupo de mulheres sauditas desafia hoje décadas de opressão sobre a proibição de conduzir e pediu às cidadãs do país que possuam carta de condução para aderirem ao protesto Mulheres ao Volante.
Um grupo de mulheres sauditas desafia hoje décadas de opressão sobre a proibição de conduzir e pediu às cidadãs do país que possuam carta de condução para aderirem ao protesto Mulheres ao Volante.
A campanha, designada “Women2Drive”, utilizou as redes sociais Facebook e Twitter para incitar as mulheres da Arábia Saudita a conduzirem automóveis como parte integrante das suas atividades quotidianas.
As autoridades de Riade adotaram medidas drásticas após algumas mulheres com cartas de condução internacionais terem promovido diversas ações para desafiar essa proibição.
Em maio, as autoridades da cidade de Al Khobar prenderam Manal al Sharif, uma assessora de segurança informática de 32 anos, que optou por conduzir o seu veículo por diversas vezes e exortou outras mulheres a adotarem a mesma atitude através de um vídeo colocado na rede YouTube.
As autoridades desta cidade do leste da Arábia Saudita obrigaram Manal al Sharif a assinar um documento onde se comprometia a não voltar a conduzir, e foi libertada após 13 dias na prisão.
Após este incidente, várias mulheres foram detidas por conduzirem em diversas regiões da Arábia Saudita, que acabaram por ser libertadas após assinarem compromissos semelhantes.
Ao pronunciar-se sobre esta questão, um responsável da Amnistia Internacional (AI) considerou na quinta-feira em Londres que as autoridades da Arábia Saudita devem deixar de tratar as mulheres do país como cidadãs de segunda classe e permitir que possam conduzir pelas estradas do país, caso o desejem.
“Não permitir que as mulheres conduzam na Arábia Saudita supõe uma imensa barreira à sua liberdade de movimento e limita severamente a sua capacidade para efetuar as atividades diárias como deslocarem-se para o trabalho, ao supermercado ou ir buscar os seus filhos ao colégio”, indicou Philip Luther, subdiretor do programa da AI para o Médio Oriente e África do norte.
De acordo com o porta-voz da AI, as autoridades da Arábia Saudita “não devem prender as mulheres que possuem carta de condução e que optam por conduzir, devendo ser-lhes garantidos os mesmos direitos que os homens”.
O responsável da Amnistia acrescentou ainda que “em muitas áreas significativas da vida, as mulheres da Arábia Saudita enfrentam graves discriminações e devem ser autorizadas a desafiar de forma pacífica o seu status quo”.
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