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Mundo 9 de junho de 2011

FMI: Christine Lagarde "muito satisfeita" com viagem a Pequim

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A ministra francesa das Finanças e candidata à direção do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, manifestou-se hoje “muito satisfeita” com os contactos com lideres chineses, mas não indicou se a China irá apoiá-la.

A ministra francesa das Finanças e candidata à direção do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, manifestou-se hoje “muito satisfeita” com os contactos com lideres chineses, mas não indicou se a China irá apoiá-la.

“Estou muito satisfeita com a viagem. A decisão (de voto) pertence às autoridades chinesas”, disse Christine Lagarde no fim de uma visita de 24 horas a Pequim, onde se encontrou com um vice-primeiro-ministro (Wang Qishan), dois ministros (Negócios Estrangeiros e Finanças) e o governador do Banco Central chinês.

Questionada sobre se estava confiante quanto à sua eleição, respondeu: “Estou sempre confiante”.

“Quando uma pessoa está em competição tem que estar confiante”, acrescentou, citando a tenista Li Na, a primeira asiática a ganhar um torneio do ‘Grand Slam’, no sábado passado, em Paris.

Lagarde prometeu “continuar e desenvolver” as reformas do FMI iniciadas sob a direção de Dominique Strauss Kahn e promover “uma apropriada representação dos membros (da instituição), em particular dos que estavam sub-representados, como a China”.

O cargo de diretor-executvo do FMI tem sido sempre ocupado por um europeu desde a sua criação, na década de 1940.

“O FMI não é propriedade de ninguém. O FMI pertence aos seus 187 membros. A sua gestão não pertence a nenhum país em particular e, também, uma pessoa não pode ser castigado pela sua nacionalidade”, disse Christine Lagarde.

Antes da China, a ministra francesa deslocou-se à Índia e ao Brasil, duas outras grandes economias emergentes onde a continuação de um europeu à frente do FMI é muito criticada.

“Estou muito positiva com os encontros que tive até agora, mas ainda é cedo para fazer comentários”, disse.

Lagarde estará na sexta-feira em Lisboa, onde vai encontrar-se com responsáveis do Banco Africano de Desenvolvimento, e a seguirá no fim-de-semana para o Médio Oriente.

O anterior director do FMI, o francês Dominique Strauss Khan, demitiu-se do cargo em meados do maio, depois de ter sido detido em Nova York por suspeita de agressão sexual a uma empregada de hotel.

O prazo para apresentação de candidaturas aquele lugar termina na proxima sexta-feira.

Um outro sério candidato ao lugar é o governador do Banco Central do Mexico, Agustin Carstens.

Os representantes dos BRICS (Brasil, Rússia, India, China e Africa do Sul) no FMI defenderam que a escolha do novo diretor da instituição “deve refletir as mudanças na economia global e não se basear na nacionalidade”, mas não avançaram com um candidatura comum.

Há cerca de duas semanas, um conselheiro do banco central chinês considerou “diminutas” as possibilidades de um europeu voltar a liderar o Fundo Monetário Internacional, mas defendeu que a China não deve candidatar-se ao lugar.

“Apoiar um candidato chinês não é a melhor escolha para o país (…) Uma personalidade de um pais neutral e pequeno estaria mais de acordo com os interesses do mundo, incluindo da China”, disse o especialista, Li Daokui.

“Grandes países como a Índia e o Brasil têm demasiados interesses nacionais”, acrescentou.

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