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Mundo 5 de junho de 2011

Nuclear/Rússia: Moscovo considera energia atómica segura e recomenda o seu desenvolvimento

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

As autoridades russas transmitem à opinião pública a ideia de que a energia atómica é segura, mas há vozes discordantes no país a esse propósito.

As autoridades russas transmitem à opinião pública a ideia de que a energia atómica é segura, mas há vozes discordantes no país a esse propósito.

Nikolai Kutin, dirigente do Serviço Federal de Vigilância Ecológica, Tecnológica e Nuclear da Rússia, considera que a quantidade de inspeções nas centrais nucleares russas não pode ser maior porque já são feitas dia e noite.

“Em cada central nuclear há secções especiais de inspeção, o controlo é feito permanentemente, a sua quantidade não pode ser aumentada, porque, na prática, é feita dia e noite”, disse Kutin, ao informar os deputados do Parlamento russo sobre a segurança nuclear no país.

“Todas as centrais correspondem não só ao seu projeto, mas também ao nível de segurança crescente, imposto pela construção de centrais nucleares no século XXI”, acrescentou.

Kutin diz ter sido autorizado a prolongar o funcionamento de vários reatores nucleares que foram construídos há 30 ou 40 anos, mas frisou: “Em todos eles foi realizada a modernização completa dos sistemas de segurança, e foram realizadas inspeções das zonas ativas e de todos os aparelhos”.

Quanto ao problema dos resíduos nucleares, um dos mais agudos na exploração da energia atómica, os dirigentes russos dizem ter solução para o problema não só na Rússia, mas também noutros países.

“A descoberta de soluções científicas aceitáveis, a criação de tecnologias permitem às empresas russas não só resolver os problemas de segurança na Rússia mas também exportar tecnologias”, considerou Serguei Kirienko, dirigente da Agência Atómica da Rússia.

“Jamais iremos importar resíduos nucleares, mas exportar tecnologias de encerramento de centrais nucleares”, acrescentou.

Segundo o programa aprovado, até 2030, a Rússia tenciona transformar 30 por cento dos seus resíduos nucleares e encerrar 95 por cento dos lugares de conservação desses resíduos.

“Depois da avaria em Fukushima [Japão], em todo o mundo procura-se fontes alternativas de energia, na rica Alemanha foi mesmo decidido encerrar todas as centrais nucleares, mas, na Rússia, aumenta a construção de centrais e até se planeia construir centrais flutuantes. Mas para quê atirar bombas atómicas para o Oceano tempestuoso”, interroga-se Anatoli Grechnevnikov, deputado do Partido Rússia Justa.

“Hoje, na Rússia, funcionam 32 reatores em centrais nucleares. Dentro de um ano, 19 esgotarão o prazo de funcionamento. Porque é que se autoriza o prolongamento desse prazo? Não se deve permitir que as Fukushimas russas continuem a funcionar em vez de serem encerradas ou modernizadas”, concluiu.

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