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Mundo 4 de dezembro de 2014

Pijamas e camisas alertarão para ataques cardíacos e chamarão INEM

Por: Diario Digital Castelo Branco

Chegou a era da roupa inteligente: muito em breve, um pijama ou uma simples camisa poderão, graças a sensores integrados nas suas fibras têxteis, alertar para ataques cardiovasculares e comunicar com os serviços de emergência em tempo real.

Chegou a era da roupa inteligente: muito em breve, um pijama ou uma simples camisa poderão, graças a sensores integrados nas suas fibras têxteis, alertar para ataques cardiovasculares e comunicar com os serviços de emergência em tempo real.

Segundo uma pesquisa publicada pela Universidade Laval, no Quebeque, Canadá, estes têxteis inteligentes são «capazes de captar a informação biomédica das pessoas que os usam e transmiti-la» através de redes sem fio para centros de socorro ou de análise, anuncia o Diário Digital.

Em poucos anos, a roupa inteligente terá várias aplicações possíveis, mas a maior parte estará destinada a fins médicos e de geolocalização. Por exemplo, as crianças sequestradas ou perdidas poderão ser localizados rapidamente através dos sensores nas suas roupas, explicou Jeff Viens, director de transferência tecnológica da cátedra de inovação e fotónica do Canadá (CERCP).

«Os têxteis terão muitas funções» e, ao passar pela mediação da Internet, a roupa tornar-se-á numa «plataforma de comunicação e uma fonte de informação», acrescentou.

«Uma aplicação possível será a detecção de um problema cardíaco, que permitirá alertar à emergência quando uma pessoa sofrer um enfarte durante o sono», afirmou o investigador.

Este tecido poderia captar outras informações, como níveis de glicose, actividade cerebral ou movimentos e coordenadas espaciais.

A equipa de pesquisas, chefiada pelo professor Younes Messaddeq, elaborou esta «fibra têxtil sobrepondo várias camadas de cobre, polímeros, cristal e prata».

A fibra, que cumpre as funções de sensor e de antena ao mesmo tempo, «é forte e maleável e pode ser costurada e feita de lã ou algodão», indicou a Universidade de Laval.

Ainda falta unir alguns cabos soltos antes que a roupa inteligente esteja disponível comercialmente. Por exemplo, ainda é necessário desenvolver a conexão dos tecidos às redes sem-fio ou resolver o tema da alimentação eléctrica, explicou Younes Messaddeq.

Outro detalhe não menos importante será «assegurar que o tecido seja lavável e resista aos detergentes», acrescentou o professor.

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