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Mundo 4 de novembro de 2014

Existem actualmente mais de 200 medicamentos prejudiciais à audição

Por: Diario Digital Castelo Branco

Existem actualmente mais de 200 medicamentos prejudiciais à audição disponíveis no mercado e que podem ser adquiridos com ou sem prescrição médica, segundo a American Speech-Language-Hearing Association (ASHA), anuncia o Diário Digital.

Existem actualmente mais de 200 medicamentos prejudiciais à audição disponíveis no mercado e que podem ser adquiridos com ou sem prescrição médica, segundo a American Speech-Language-Hearing Association (ASHA), anuncia o Diário Digital.

Destes, os antibióticos são dos fármacos mais comuns e dos que apresentam consequências mais prejudiciais para a saúde auditiva.

Os antibióticos que prejudicam a audição, conhecidos como ototóxicos, não são indicados a mulheres grávidas, idosos ou portadores de perda auditiva prévia - a menos que não existam outros fármacos disponíveis.

Os efeitos destes medicamentos variam de pessoa para pessoa, e é possível evitar a perda auditiva se a concentração do fármaco no sangue se mantiver dentro do limite recomendado, sendo importante controlar o estado da audição antes e durante o tratamento.

O primeiro sinal de lesão é a incapacidade de percepção de frequências altas, podendo ainda surgir zumbidos de alta frequência ou vertigem. Como ototóxicos entendem-se medicamentos e suplementos que podem prejudicar a audição pois, embora sejam eficazes para tratar algumas complicações específicas, podem danificar o ouvido interno e comprometer a função auditiva.

«O Dia Europeu dos Antibióticos tem como intuito promover o uso racional dos antibióticos, a fim de manter a sua eficácia e prevenir o aparecimento de microrganismos resistentes, mas é igualmente importante sublinhar o perigo da automedicação e do uso indiscriminado de medicamentos sem prescrição médica, devido às possíveis complicações do seu uso, sem orientação e acompanhamento especializado, onde se inclui o agravamento de problemas auditivos. O nosso sistema auditivo é muito frágil e está permanentemente sobre agressões. É, por isso, importante alertar que a medicação que consideramos mais «inofensiva», como é o caso dos antibióticos, tem um forte impacto negativo na audição dos adultos e é, por isso, essencial alertar e criar formas de protecção da nossa audição», refere Pedro Paiva, audiologista da MiniSom.

Além de antibióticos, também fármacos como anti-inflamatórios e salicilatos, diuréticos ou até medicamentos para tratar doenças como cancro, ou problemas cardíacos podem ser extremamente prejudiciais para a saúde auditiva. A perda auditiva é um problema de saúde pública que afecta cerca de 600 milhões de pessoas em todo o mundo. Em Portugal, cerca de um milhão sofre de perda auditiva, a grande maioria sem estar diagnosticada e em tratamento, factor altamente condicionante da qualidade de vida.

 

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