Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A juíza nova-iorquina, Melissa Jackson, ordenou a prisão preventiva de Strauss-Kahn e recusou libertá-lo sob caução de um milhão de dólares.
A juíza Melissa Jackson ordenou a prisão preventiva de Strauss-Kahn e recusou libertá-lo sob caução de um milhão de dólares.
O atual diretor-geral do FMI foi acusado na madrugada de domingo de agressão sexual, tentativa de violação e sequestro de uma empregada de hotel no quarto onde estava hospedado em Nova Iorque.
Foi detido a bordo de um avião da Air France no aeroporto J.F.Kennedy em Nova Iorque.
Os sete crimes de que Strauss-Kahn é acusado pela justiça norte-americana são passíveis de uma pena de prisão que poderá atingir os 74 anos e três meses, segundo documentos judiciais, citados pelas agências internacionais.
Um dos advogados de Dominique Strauss-Kahn, Benjamin Brafman, afirmou estar “desiludido com a decisão do tribunal”, salientando, no entanto, que “a batalha apenas começou”.
O advogado falava à saída do tribunal, depois da audição de Strauss-Kahn.
“Estamos evidentemente desiludidos com a decisão do tribunal. (…) Acreditamos na inocência de Strauss-Kahn e pensamos que o nosso caso é defensável”, referiu o advogado, sublinhando a importância da presunção de inocência.
“É importante compreender que esta batalha apenas começou”, acrescentou Benjamin Brafman, frisando que “a intenção de Strauss-Kahn é tentar restabelecer o seu nome e a sua reputação”.
A juíza nova-iorquina evocou o risco de fuga para ordenar a prisão preventiva do antigo ministro da Defesa francês.
Na audição hoje realizada, a defesa pediu a libertação de Strauss-Kahn sob uma caução de um milhão de dólares, bem como assumiu o compromisso que o diretor-geral do FMI ficaria em Nova Iorque em casa da sua filha.
Strauss-Kahn também entregou o passaporte à justiça norte-americana.
Na audição, a acusação implicou o antigo ministro socialista em pelo menos outro caso com contornos semelhantes.
“Existem informações segundo as quais ele teve uma conduta semelhante em pelo menos outro caso”, disse o procurador diante do tribunal.
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet