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Região 12 de fevereiro de 2014

Castelo Branco: Grupo suspeito de assalto na cidade começou a ser julgado em Cascais

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O tribunal de Cascais começou hoje o julgamento de um grupo de suspeitos acusados de associação criminosa, 60 assaltos com armas de fogo, tentativa de homicídio e sequestro, mas apenas dois dos arguidos admitiram falar numa próxima sessão.

O tribunal de Cascais começou hoje o julgamento de um grupo de suspeitos acusados de associação criminosa, 60 assaltos com armas de fogo, tentativa de homicídio e sequestro, mas apenas dois dos arguidos admitiram falar numa próxima sessão.

A juíza-presidente do coletivo, em resposta à evidente falta de condições adequadas para os mais de dez advogados de defesa e dos assistentes, anunciou que ia tentar "continuar o julgamento em Sintra".

Sob rigorosas medidas de segurança, a primeira sessão foi preenchida com a identificação de sete arguidos e a marcação das audiências para ouvir as testemunhas de mais de uma centena de ofendidos pelo grupo de oito suspeitos. O filho de um dos dois alegados cabecilhas da rede foi separado do processo para ser objeto de ação tutelar de menores.

Dos sete arguidos, seis dos quais em prisão preventiva, cinco prescindiram do direito de prestar declarações no início do julgamento. Um manifestou vontade de falar, e outro também disse querer esclarecer algumas questões relacionadas com as acusações.

Segundo o despacho de acusação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) de Lisboa, os arguidos, entre os 16 e os 29 anos, criaram, em finais de 2011, um "grupo criminoso" que, de forma "reiterada, organizada e indiscriminada" praticaram dezenas de assaltos à mão armada na via pública, a residências particulares, a estabelecimentos comerciais e a viaturas de transporte de valores.

Segundo a acusação, na noite 05 de janeiro de 2012, na autoestrada de Cascais (A5), os arguidos imobilizaram a viatura de uma cidadã chinesa que, "sob ameaça de arma de fogo e com uma faca no pescoço", foi obrigada a entregar 9.500 euros que trazia consigo.

A 10 de abril de 2012, os suspeitos tentaram assaltar uma carrinha de transporte de valores, em São Domingos de Rana, Cascais. No assalto foram efetuados 35 disparos (28 atingiram a viatura), mas os dois seguranças conseguiram escapar. Uma metralhadora Galil foi uma das armas usadas neste e noutros assaltos.

O grupo terá realizado dez assaltos, em apenas 48 horas e ao longo de 500 quilómetros, passando pelas Caldas da Rainha, Espinho ou Castelo Branco. Após um "carjacking" inicial, os suspeitos roubavam outros veículos pelo caminho, acabando "por destruir/incendiar as viaturas furtadas e usadas nos assaltos", sustenta o DCIAP.

A atuação criminosa durou entre 05 de janeiro e 10 de agosto de 2012. O desmantelamento da alegada rede criminosa foi anunciado em agosto de 2012 pela Polícia Judiciária (PJ), após uma operação em Loures, Sintra, Santarém, Vila Franca de Xira e Torres Vedras.

Na ocasião, fonte da PJ disse à Lusa que dois dos arguidos estavam há vários anos foragidos à justiça. Um dos supostos cabecilhas estava evadido desde 2004, enquanto o outro presumível líder do gangue era procurado há vários anos e tinha quatro mandados de detenção por cumprir.

Os arguidos estão acusados de associação criminosa, de dezenas de assaltos e furtos qualificados, de sequestro, de tentativa de homicídio, de ofensas à integridade física, de roubo agravado, de falsificação de documentos, de burla informática, de incêndio e de crime de dano.

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