Por: Diario Digital Castelo Branco
A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. É com esta afirmação que o Santo Padre, o Papa Francisco, inicia e substancia a sua recente Exortação Apostólica. E foi para ler em conjunto, reflectir os desafios e horizontes de realização da Exortação Evangelii Gaudium do Papa Francisco que o Clero da nossa Diocese se reuniu esta terça feira, 28 de janeiro de 2014, na Casa de Mem Soares.
A Jornada, foi presidida pelo Senhor D. Antonino Dias.
A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. É com esta afirmação que o Santo Padre, o Papa Francisco, inicia e substancia a sua recente Exortação Apostólica. E foi para ler em conjunto, reflectir os desafios e horizontes de realização da Exortação Evangelii Gaudium do Papa Francisco que o Clero da nossa Diocese se reuniu esta terça feira, 28 de janeiro de 2014, na Casa de Mem Soares.
A Jornada, presidida pelo Senhor D. Antonino Dias, decorreu entre as 10h00 e as 17h00. Dividiu-se em dois grandes momentos e contou com a participação da quase totalidade dos Padres e dos Diáconos que servem a nossa Diocese.
No momento da manhã, ajudados pelo Padre António Valério SJ (Sacerdote da Companhia de Jesus e originário da nossa Diocese), os presentes foram ajudados a percorrer as grandes linhas de força da Exortação papal e a dar nome aos desafios que a mesma coloca a toda a realidade eclesial. Com Jesus Cristo renasce sem cessar a alegria que, nas suas linhas mais profundas, se pode entender como sintonia e harmonia com o fundamento da vida e com Deus. O homem é sempre uma ânsia de harmonia e encontra-a cabalmente em Deus porque, embora exigindo-se-lhe caminho e transfiguração, o homem é capaz de Deus. Então o encontro com Cristo reconstrói sempre o homem onde quer que ele se encontre e seja qual for a sua experiência. Cristo reconstrói o homem e, por isso, evangelizar tem origem no encontro com Cristo e tem como finalidade o encontro com Cristo. Ao invés de se estabelecer um círculo vicioso e fechado sobre si mesmo, na experiência do encontro com Cristo estabelece-se um círculo hermenêutico da vida e um caminho de conversão que ajuda a congregar, acolher, promover, valorizar e transfigurar cada cristão. Partindo do encontro com Cristo não é possível ficar imobilizado pelo medo diante da necessidade de mudança nem ficar indiferente diante dos desafios.
A partir do alicerce que é Cristo (A Luz dos Povos) ficaram assim bem visíveis dois grandes desafios que o Papa Francisco faz a toda a Igreja: por um lado sair de si mesma, tomar a iniciativa, ser missionária (Cf.nº24); por outro lado abrir as portas, ser acolhedora, ser experiência de integração ao invés de caminho de exclusão (Cf.nº47).
Neste sentido e desta forma, a opção pelos pobres e excluídos de qualquer índole que a Igreja é chamada a fazer não é apenas uma exigência moral em coerência com a sua doutrina. A opção pelos pobres é um verdadeiro lugar teológico e uma categoria teologal. Do código genético da Igreja – ajudou-nos a reflectir o P. António Valério – faz parte o ser “enviada”, o “tomar a iniciativa”, a evangelização. Evidentemente que, como ficou bem vincado, é necessário ter metas e ter processos, ser realista e ser prudente, ser audaz e ser autêntico. Quando se perde o horizonte do encontro com Jesus desaparece a alegria e a Igreja sofre a tentação de se transformar em “alfândega da fé” dos homens em vez de instrumento de comunhão e de conhecimento de Deus. Percorrendo de forma mais próxima os capítulos II e III todos os presentes foram ajudados a reflectir sobre modos concretos de evangelização. Um dos caminhos muito sublinhados na reflexão conjunta foi o da piedade popular (sensus fidelium e sensus fideis) que é necessário re-eencontrar e revitalizar.
Muito participado na partilha de linhas de leitura por vários dos presentes, o tempo de diálogo deixou bem claro que a simplicidade que o Papa Francisco utiliza no seu discurso e a acessibilidade que dá a todas as suas intervenções são manifestação de uma imensa maturidade humana e cristã. Ser simples não é ficar aquém do Evangelho; ser simples é integrar e assumir o Evangelho como modo de viver.
A parte da tarde esteve ao cuidado do Secretariado diocesano da Pastoral e teve como finalidade, partindo da experiência colegial do Clero ali reunido com o seu Bispo, reflectir a linhas pastorais que darão continuidade ao Sínodo. A Igreja diocesana debruçou-se nos últimos anos sobre a tarefa da evangelização e a cultura vocacional; no presente ano está a reflectir a família. Que continuidade dar ao processo sinodal em termos de temas, metas e processos? Iniciou a reflexão, em nome do SDP e em substituição do P. Nuno Folgado, o P. José António que conduziu a assembleia por quatro momentos: Que forças temos? Que debilidades experimentamos? Que ameaças sofremos? Que oportunidades? Cada um dos presentes foi chamado a partilhar por escrito com o Secretariado a sua reflexão. O tema despertou grande motivação em todos os presentes, a partilha estendeu-se longa e frutuosamente, e foi decidido continuar a reflexão nas reuniões mensais dos Arciprestados.
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