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Região 27 de novembro de 2013

Idanha-a-Nova: Passeio micológico juntou mais de 150 pessoas

Por: Diario Digital Castelo Branco

Mais de 150 pessoas participaram na visita temática “Aromas da Terra”, organizada pela Câmara Municipal de Idanha-a-Nova. Foi a quarta e mais participada edição deste passeio micológico, que decorreu no domingo, dia 24, na Herdade de Vale Feitoso, freguesia de Penha Garcia.

 Mais de 150 pessoas participaram na visita temática “Aromas da Terra”, organizada pela Câmara Municipal de Idanha-a-Nova. Foi a quarta e mais participada edição deste passeio micológico, que decorreu no domingo, dia 24, na Herdade de Vale Feitoso, freguesia de Penha Garcia.

Munidos de cestas de vime, paus afiados e pequenos canivetes, os participantes viajaram até ao mundo dos cogumelos silvestres, vindo de vários pontos do país e de Espanha. Encontraram “uma grande riqueza de Idanha-a-Nova que é necessário conhecer para, depois, valorizar como oportunidade de desenvolvimento e criação de emprego”, explica Armindo Jacinto, presidente da Câmara.

O autarca, que participou no passeio, defende que o investimento nos produtos regionais é essencial na promoção do mundo rural como espaço de oportunidade. Os cogumelos, em particular, são um produto que o município pretende continuar a dinamizar, apoiando a investigação e motivando o surgimento de projetos de empreendedorismo.

A visita ao Vale Feitoso contou com o apoio técnico de José Gravito Henriques, especialista em micologia da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro. Ao longo do passeio, Gravito Henriques foi evidenciando as características dos cogumelos encontrados.

O engenheiro agrónomo procurou sensibilizar os participantes para o potencial gastronómico e comercial dos cogumelos, para adoção de boas práticas na apanha e para os cuidados a ter para evitar o consumo de espécies tóxicas.

Gravito Henriques considera que o Município de Idanha-a-Nova tem dado passos importantes no aproveitamento dos recursos micológicos. Lamenta, porém, que haja “concelhos agroflorestais em que as pessoas não conhecem os cogumelos”. O especialista sublinha que “há muitas espécies [micológicas] com valor comercial, que podem ser valorizadas e exportadas”.

O encontro incluiu um almoço confecionado à base de cogumelos, no Ô Hotel Astoria, nas Termas de Monfortinho. A ementa, preparada pelo conceituado Chef Mário Ramos, foi composta por cappuccino de cogumelos silvestres com espuma de queijo velho de Idanha (entrada), risotto de boletus e coelho bravo na panela de ferro (prato principal) e tigelada beirã com geleia de sanchas e medronhos (sobremesa).

Autor de vários estudos na área da micologia, Gravito Henriques apresentou, no final, alguns casos de intoxicação na região. São situações raras e, na sua maioria, resultado da falta de preparação do apanhador para diferenciar espécies semelhantes.

As parecenças entre o comestível Macrolepiota procera (Frade) e o venenoso Macrolepiota venenata estão entre as principais responsáveis por intoxicações no período de outono. Na primavera, Gravito Henriques alerta para as semelhanças entre o comestível Amanita ponderosa (tortulho) e o tóxico Amanita boudieri.

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