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Mundo 4 de março de 2011

Euro: Testes de resistência bancária têm de ser acompanhados de recapitalização rápida de bancos - FMI

Por: Diario Digital Castelo Branco

Os mercados precisam de ser assegurados de que há recursos suficientes no centro [da zona euro] para lidar com os riscos, e de que a abordagem é consistente”, afirmou.
Os novos testes de resistência da banca europeia têm de ser acompanhados de “planos de contingência” para a recapitalização rápida de bancos e do fecho daqueles que forem “inviáveis”, segundo o diretor adjunto do FMI para a Europa, Ajai Chopra.

“Tem de haver uma reparação do sistema financeiro. Vai ser crítico para a normalização dos canais de crédito e também para prevenir o contágio. As preocupações com o valor dos ativos e exposição arriscada, exigem que os bancos criem `amortecedores´ de capitais e abandonaram modelos negócios inviáveis”, disse Chopra.

Falando na quinta-feira numa conferência no Comité de Bretton Woods, em Washington, o principal responsável do FMI para Reino Unido, Irlanda e alguns países da zona euro adiantou que os novos testes de stress “terão de ser transparentes e rigorosos”, mas são “apenas um aspeto” do problema.

“O mais crítico é que têm de ser acompanhados de planos de contingência de recapitalizacao rápida ou resolução de bancos para assegurar os mercados e fecho de instituições inviáveis”.

Os cenários que serão usados nos testes de resistência à banca europeia vão ser divulgados pela Autoridade Bancária Europeia no dia 18 de março, e os resultados serão anunciados em junho.

A Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês) enviou na quinta-feira para os supervisores nacionais os critérios que serão aplicados nos novos testes de 'stress'.

Para Chopra, a “raiz do problema nos países atingidos” pela crise financeira é a “interação prejudicial entre o setor soberano e o financeiro”.

““A zona euro precisa de medidas políticas mais rápidas e abrangentes para lidar com esta crise”, afirma Chopra.

Os novos instrumentos financeiros europeus anti-crise “têm de ter capacidade de arrecadar recursos rapidamente, em grandes quantias, a baixos juros e de os usar flexivelmente para lidar com problemas de liquidez”, adiantou, sem perder de vista a necessidade de consolidação orçamental.

Mas é também preciso “olhar mais para a frente” e “fortalecer consideravelmente o mecanismo de gestão paneuropeu de crise”, algo a que o FMI vem apelando desde março de 2010.

O fundamental nos países afetados é “regressar ao crescimento económico”, mas tal obriga a desobstruir a “criação de emprego, resolver os problemas fundamentais na economia – sejam estruturais ou financeiros – e que as finanças públicas sejam fortalecidas”.

Para já, será preciso que o Banco Central Europeu continue a providenciar liquidez aos bancos para preservar a estabilidade financeira, além de manter ativo o plano para o mercado de “securities”.

“Mas serão medidas temporárias que não resolvem problemas de fundo”, sublinha o responsável do FMI.

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