Por: Diario Digital Castelo Branco
“Tem de haver uma reparação do sistema financeiro. Vai ser crítico para a normalização dos canais de crédito e também para prevenir o contágio. As preocupações com o valor dos ativos e exposição arriscada, exigem que os bancos criem `amortecedores´ de capitais e abandonaram modelos negócios inviáveis”, disse Chopra.
Falando na quinta-feira numa conferência no Comité de Bretton Woods, em Washington, o principal responsável do FMI para Reino Unido, Irlanda e alguns países da zona euro adiantou que os novos testes de stress “terão de ser transparentes e rigorosos”, mas são “apenas um aspeto” do problema.
“O mais crítico é que têm de ser acompanhados de planos de contingência de recapitalizacao rápida ou resolução de bancos para assegurar os mercados e fecho de instituições inviáveis”.
Os cenários que serão usados nos testes de resistência à banca europeia vão ser divulgados pela Autoridade Bancária Europeia no dia 18 de março, e os resultados serão anunciados em junho.
A Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês) enviou na quinta-feira para os supervisores nacionais os critérios que serão aplicados nos novos testes de 'stress'.
Para Chopra, a “raiz do problema nos países atingidos” pela crise financeira é a “interação prejudicial entre o setor soberano e o financeiro”.
““A zona euro precisa de medidas políticas mais rápidas e abrangentes para lidar com esta crise”, afirma Chopra.
Os novos instrumentos financeiros europeus anti-crise “têm de ter capacidade de arrecadar recursos rapidamente, em grandes quantias, a baixos juros e de os usar flexivelmente para lidar com problemas de liquidez”, adiantou, sem perder de vista a necessidade de consolidação orçamental.
Mas é também preciso “olhar mais para a frente” e “fortalecer consideravelmente o mecanismo de gestão paneuropeu de crise”, algo a que o FMI vem apelando desde março de 2010.
O fundamental nos países afetados é “regressar ao crescimento económico”, mas tal obriga a desobstruir a “criação de emprego, resolver os problemas fundamentais na economia – sejam estruturais ou financeiros – e que as finanças públicas sejam fortalecidas”.
Para já, será preciso que o Banco Central Europeu continue a providenciar liquidez aos bancos para preservar a estabilidade financeira, além de manter ativo o plano para o mercado de “securities”.
“Mas serão medidas temporárias que não resolvem problemas de fundo”, sublinha o responsável do FMI.
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