Óscares: O Discurso do Rei foi o grande vencedor

"O discurso do rei" foi o grande vencedor e "Indomável", dos irmãos Coen, o maior derrotado da 83ª edição dos Óscares, atribuídos no domingo em Los Angeles, Califórnia.

  • Cultura
  • Publicado: 2011-02-28 08:58
  • Autor: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A longa-metragem de produção britânica estava nomeada em 12 categorias, mas arrecadou apenas quatro prémios, só que foram os mais cobiçados da noite: melhor filme, realização, ator principal e argumento original.

Tom Hooper, inglês de 38 anos, pela primeira vez nomeado pela Academia, arrecadou o Óscar de melhor realizador e David Seidler o de melhor argumentista.

Colin Firth, que esteve nomeado em 2010 com "Um homem singular", venceu agora no papel de George VI de Inglaterra, um monarca gago e tímido em "O discurso do rei".

Se for avaliado apenas pelos números, "A Origem", de Cristopher Nolan, também saiu vencedor, porque conquistou quatro Óscares. No entanto foram todos em categorias técnicas, incluindo melhor fotografia.

"A rede social", de David Fincher, apontado por muitos críticos como o verdadeiro rival de "O discurso do rei", levou para casa três Óscares: argumento adaptado, banda sonora original e montagem.

Sem surpresas, a atriz Natalie Portman foi premiada por "Cisne Negro", enquanto Melissa Leo e Christian Bale foram distinguidos como atores secundários em "The Fighter - O Último Round".

Melissa Leo protagonizou o momento politicamente incorreto da noite quando deixou escapar a palavra "fuck" no discurso de agradecimento, tendo pedido depois desculpas na sala de imprensa.

"Indomável", dos irmãos Ethan e Joel Coen, que somava dez nomeações, não arrecadou qualquer estatueta dourada.

O drama dinamarquês "Num mundo melhor", de Susanne Bier, foi eleito o melhor filme em língua não inglesa e tem estreia assegurada em Portugal a 07 de abril.

O Óscar de melhor documentário foi atribuído a "Inside Job - A verdade da crise", de Charles Ferguson, sobre a crise financeira de 2008.

"Perdoem-me, mas tenho que começar por dizer que três anos depois da horrível crise financeira, causada por fraudes fiscais, nem um executivo financeiro foi detido, e isso está errado", disse o realizador.

Outro dos momentos sérios da cerimónia ficou por conta de David Seidler, argumentista de "O discurso do rei", que sofreu de um problema de gaguez e passou por vários terapeutas, tal como a personagem do filme, o monarca George VI.

"Eu digo isto em nome de todos os gagos do mundo: nós temos uma voz", disse o argumentista, de 73 anos, no discurso de agradecimento.

"Toy Story 3", de Lee Unkrich, dos estúdios Pixar, venceu como melhor filme de animação e melhor canção original, de Randy Newman, compositor vinte vezes nomeado para os Óscares e duas vezes premiado.

A edição foi conduzida pelos atores James Franco e Anne Hathaway e embora tenham mostrado empatia em palco, ela mais à vontade do que ele, no papel de anfitriões, nem sempre conseguiram segurar a cerimónia.

No caso de James Franco, foi quase mais interessante o que mostrou nos bastidores, através de pequenos vídeos divulgados no Twitter, do que aquilo que fez em palco.

Os melhores registos da noite aconteceram, por exemplo, com o ator Kirk Douglas que, apesar da dificuldade em falar, arrancou sonoras gargalhadas da audiência, especialmente nos elogios a Anne Hathaway, e com o comediante Billy Cristal, em tempos apresentador dos Óscares.

Celine Dion interpretou o tema "Smile" no momento de homenagem às figuras de Hollywood que morreram em 2010, enquanto a cantora norte-americana Lena Horne, falecida também no ano passado, teve direito a um tributo especial.

A cerimónia terminou com todos os vencedores em palco acompanhados por um grupo de crianças que interpretou "Somewhere over the rainbow", tema do filme "O feiticeiro de Oz".

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