Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O novelista, colunista e ensaísta, de 73 anos, morreu devido a uma falha múltipla de órgãos, segundo fontes do Hospital de Clínicas da cidade de Porto Alegre.
O corpo do escritor estará hoje em câmara ardente na Assembleia Legislativa de Rio Grande do Sul, segundo anunciaram os seus familiares.
Moacyr Scliar nasceu a 23 de março de 1937 em Porto Alegre no seio de uma família de judeus que emigrou da Rússia.
O escritor formou-se em medicina – era especialista em Saúde Pública – e exerceu a sua profissão como funcionário do Serviço de Assistência Médica ao Domicílio e de Urgência de Porto Alegre.
A sua primeira obra, “História de médico em formação”, publicada em 1962, relata as suas experiências como estudante de medicina.
A sua obra tem uma forte influência da tradição judaica, sendo que a comunidade no Brasil considera o escritor um dos seus principais representantes no país.
Moacyr Scliar foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 2003 e foi distinguido com o prémio Jabuti, o mais importante da literatura brasileira, em 1988, 1993, 2000 e 2009, o último dos quais pela obra “Manual da paixão solitária”, a última que escreveu.
Entre as suas principais obras destacam “A Guerra no Bom Fim”, “O Carnaval dos Animais”, “O Centauro no Jardim”, “O Exército de um Homem Só”, “A Estranha Nação de Rafale Mendes” e “Max e os Felinos”.
Algumas das obras de Scliar, que também era colunista dos jornais Zero Hora e Folha de São Paulo, foram adaptadas para teatro e para televisão, incluindo no estrangeiro.
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