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Mundo 23 de fevereiro de 2011

Angola: Maior distribuidora portuguesa de papel realiza primeiro fórum para clientes angolanos.

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A Inapa Angola, cujo único acionista é a Inapa Portugal, prevê aumentar as vendas em 30 por cento este ano, depois de em 2010 ter atingido as 500 toneladas.

Tendo em conta a evolução do mercado do papel em Angola, a Inapa Angola realizou hoje em Luanda o seu primeiro fórum técnico para debater as principais perspetivas deste sector no país, que é unicamente sustentado por importações.

O encontro reuniu técnicos de reconhecimento internacional e profissionais e empresários angolanos, que apresentaram as suas visões e prestaram aconselhamento técnico.

A dirigir os trabalhos esteve o presidente executivo da Inapa Portugal, José Félix Morgado, que considerou o mercado angolano "palco de excelência para o debate promovido".

Em declarações à Agência Lusa, José Félix Morgado disse que a Inapa Angola foi criada em outubro de 2009, devido ao desenvolvimento do sector gráfico e ao aumento da sofisticação das necessidades do mercado angolano.

“Estamos em Angola com uma perspetiva de longo prazo, de irmos acompanhando o desenvolvimento do sector, com alguns passos bastante positivos”, referiu José Félix Morgado.

Segundo o Presidente Executivo da Inapa Portugal, o negócio tem vindo a crescer em Angola, mas os resultados não são ainda "muito significativos dentro do grupo”, que é o quarto maior distribuidor europeu de papel, com vendas de cerca de um milhão de toneladas.

A Inapa Portugal realiza vendas que rondam os mil milhões de euros e assegura a distribuição diária de uma gama variada de papel como cartolinas, envelopes, papéis revestidos, offset, de embalagem, autocopiativo, autoadesivo entre outros.

“O negócio de Angola tem vindo a crescer, mas não é um referencial que seja ainda significativo para podermos falar nisso”, disse o executivo.

Em Angola, onde existem 20 gráficas, com apenas nove delas operacionais, a empresa distribuidora de papel possui 35 gráficas como clientes e 52 de escritório, com perspetivas de aumento deste número.

“As nossas perspetivas são de que à medida que a rede logística se for desenvolvendo e o próprio sector, que está muito concentrado em Luanda, podermos alargar a nossa presença no país”, salientou.

Para José Félix Morgado, Angola, com actividade inexistente na produção de papel, tem "muito boas condições" para no futuro vir a produzir papel.

“Nós não produzimos, só distribuímos, se houver um produtor de papel em Angola, o nosso negócio que vive muito de transporte fica menos oneroso se houver um produtor no mercado angolano. Neste momento ainda não existe essa oferta”, acrescentou José Félix Morgado.

No passado, o sector produtivo do papel era detido em Angola pela Companhia de Celulose e Papel de Angola (CCPA), sedeada na comuna do Alto Catumbela, província de Benguela, entretanto, paralisada desde março de 1983, altura em que foi parcialmente destruída pela guerra, que assolou o país.

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