Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Os dois violentos incêndios que deflagraram em agosto na Covilhã custaram à corporação daquele concelho mais de 30 mi euros, revelou o comandante dos Bombeiros Voluntários da Covilhã.
Os dois violentos incêndios que deflagraram em agosto na Covilhã custaram à corporação daquele concelho mais de 30 mi euros, revelou o comandante dos Bombeiros Voluntários da Covilhã.
As contas reportam-se ao fogo que lavrou na Coutada, concelho da Covilhã, a 15 de agosto, e no qual um bombeiro de 40 anos morreu e ao outro que dizimou mais de mil hectares na serra da Estrela e que “ainda não estão encerradas”.
Segundo Fernando Lucas, entre as principais despesas contam-se as muitas reparações de veículos que foi necessário fazer e às quais acrescerá ainda o custo do arranjo de duas viaturas de combate a incêndios que ficaram inoperacionais nesses incêndios.
No primeiro, a bomba externa de água de um veículo queimou. No outro, ao fim do segundo dia sem descanso no teatro de operações, a embraiagem não aguentou.
Avarias consideradas, “quase normais”, se se tiver em conta o desgaste a que os veículos da frota dos bombeiros (na Covilhã há 60 carros, incluindo 23 ambulâncias) estão permanente sujeitos, principalmente em incêndios que lavram durante mais de 24 horas seguidas, como aconteceu no da serra da Estrela que quase completou as 48 horas.
"Uma coisa é conduzir um carro em estrada, outra é conduzi-lo nestes terrenos. Depois são horas e horas seguidas. Os carros sempre a trabalhar e sempre sujeitos a temperaturas elevadíssimas... Enfim, nestes dois incêndios tivemos inúmeras reparações”, disse o comandante.
Às contas juntam-se ainda o combustível e comida.
“Só no incêndio de 15 de agosto foram necessários 18.000 litros de combustível para abastecimento”, contabilizou.
A corporação covilhanense espera agora receber o apoio financeiro da Associação Nacional de Proteção Civil para fazer face aos gastos que, apesar de tudo, garante Fernando Lucas, nunca colocaram em risco a rapidez e qualidade da resposta.
A corporação conta com 33 elementos assalariados, que incluem administrativos e bombeiros.
Estes últimos também são voluntários e integram o quadro global de cerca de 100.