Distrito sem boicotes, na Enxabarda apenas votou uma pessoa

Três mesas eleitorais da freguesia do Castelejo, no concelho do Fundão, abriram mais tarde. Segundo Alzira Serrasqueiro, governadora civil do distrito, em duas das mesas havia problemas com a impressão dos cadernos eleitorais “A freguesia do Castelejo não tem internet e a junta não tirou os cadernos eleitorais via internet, como já estão a fazer práticamente todas e tiveram que ser distribuídos pela autarquia. Tivemos informação que não estavam correctos e portanto as mesas não abriram às 8 da manhã”.

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  • Publicado: 2011-01-24 10:53
  • Por: Cristina Valente

Três mesas eleitorais da freguesia do Castelejo, no concelho do Fundão, abriram mais tarde. Segundo Alzira Serrasqueiro, governadora civil do distrito, em duas das mesas havia problemas com a impressão dos cadernos eleitorais “A freguesia do Castelejo não tem internet e a junta não tirou os cadernos eleitorais via internet, como já estão a fazer práticamente todas e tiveram que ser distribuídos pela autarquia. Tivemos informação que não estavam correctos e portanto as mesas não abriram às 8 da manhã”.

Na localidade da Enxabarda, anexa da freguesia do Castelejo, a única urna de voto tinha sido colocada no Centro Cultural, mas durante a noite as instalações foram bloqueadas como forma de protesto. Ao chegar ao centro cultural, pouco depois das 07:00, os membros da mesa de voto encontraram as portas bloqueadas com duas tábuas, uma chave partida na fechadura e um cartaz onde se podia ler-se: "por tudo a que temos direito".

A GNR foi chamada ao local e ordenou que as eleições decorressem na antiga escola primária, actual museu da aldeia.

Dentro do centro cultural ficou a urna, pelo que “foi necessário improvisar e selar uma caixa de cartão de um termoventilador”, disse à Agência Lusa fonte da assembleia de voto. A mesa de voto da aldeia foi mudada para a antiga escola e abriu às 10:30 “dentro do prazo legal” diz a Governadora Civil.

A população recusou-se a votar, reclamando a abertura da casa mortuária. As obras estão quase prontas, mas o empreiteiro não entrega a chave enquanto não receber da junta de freguesia a parcela do pagamento em falta.

António Martins, presidente da junta, disse à Agência Lusa que o protesto era desnecessário porque “a Câmara do Fundão prometeu pagar em fevereiro a verba em falta para as obras da casa mortuária”, cerca de 18 mil euros.

Informação que não demoveu a população.

Apesar da mesa de voto estar a funcionar a população não votou, dos eleitores inscritos, apenas votou uma pessoa, que deu o seu voto a Cavaco Silva.

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