Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
Economia 2 de maio de 2013

Redução de feriados e férias aumenta desemprego - Arménio Carlos

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O secretário-geral da CGTP alertou hoje para a possível redução de “98 mil postos de trabalho” com a diminuição de feriados e de férias, justificando assim o protesto a 30 de maio, cinco dias depois da manifestação junto ao Palácio de Belém.

 

O secretário-geral da CGTP alertou hoje para a possível redução de “98 mil postos de trabalho” com a diminuição de feriados e de férias, justificando assim o protesto a 30 de maio, cinco dias depois da manifestação junto ao Palácio de Belém.

Os próximos protestos da central sindical foram anunciados hoje, em Lisboa, no discurso de Arménio Carlos para assinalar o 01 de maio dia do trabalhador.

Aos jornalistas, o dirigente sindical referiu que a retirada de quatro feriados e três dias “podem originar mais de 98 mil postos de trabalho que irão ser destruídos”.

“O que é que isto tem a ver com o défice e com a dívida? Rigorosamente nada. O que é que tem a ver com a competitividade? Rigorosamente nada porque as empresas não vão vender mais, o seu problema é que as pessoas não têm dinheiro para comprar”, argumentou.

Para 30 de maio, antigo feriado do Corpo de Deus, os “moldes vão ser encontrados em cada local de trabalho” e podem incluir a “entrega de pré-avisos de greve, a realização de plenários e pode ser com a saída à rua”.

Cinco dias antes a CGTP agendou uma “grande concentração” junto da residência oficial do Presidente da República “contra a exploração e o empobrecimento, pela demissão do Governo e a realização de eleições”.

Respondendo ao primeiro-ministro sobre a possibilidade de nova concertação social, Arménio Carlos garantiu “não ser irredutível”.

“O primeiro-ministro primeiro tem que dizer o que é que quer cortar. Quer negociar connosco um corte de seis mil milhões de euros para despedir trabalhadores da Administração Pública? Para reduzir as condições de acesso dos portugueses à Saúde, à Educação e à Segurança Social? Já não chega aquilo que fizeram?”, questionou.

“Nós só temos que dizer uma coisa: não. Por aí não acordamos”, respondeu.

Para a redução da despesa, a CGTP manifesta-se disponível para negociar, nomeadamente nas Parcerias Público Privadas e nas rendas de energia.

Acerca da proposta do PS de unir a esquerda, Arménio Carlos considerou ser matéria dos partidos, mas indicou que deve haver convergência para “fazer diferente, o que passa pelo compromisso”.

“Nós não podemos estar a pedir às pessoas, aos trabalhadores e às trabalhadoras que votem, sabendo de antemão que não há ali um compromisso seguro e que amanhã possa mudar as nossas vidas para melhor. É preciso que esse compromisso seja assumido publicamente e respeitado”, defendeu.

Questionado sobre se as declarações do novo secretário-geral da UGT possibilitam uma aproximação entre as duas centrais sindicais, Arménio Carlos respondeu: “vamos lá ver se as palavras correspondem pelos atos. O tempo dirá”.

O secretário-geral da CGTP caracterizou hoje como “excelente” a participação da “população de Lisboa e de Setúbal” neste 1º de Maio.

Sem adiantar números, o dirigente disse ter sido “muito grande” não só em Lisboa, como um “pouco por todo o país”.

Esta participação, para Arménio Carlos, é uma manifestação de “protesto e indignação contra a política” e de “confiança de que é possível com a força e intervenção de todos ultrapassar esta fase difícil em que o país se encontra, exigindo a demissão do Governo e a realização de eleições antecipadas”.

Partilhar:

Relacionadas

Newsletter

Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.

Siga-nos

Acompanhe as nossas redes sociais e fique por dentro das novidades.

© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet

Link copiado!