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Mundo 11 de março de 2013

Últimos momentos de liberdade para os cardeais antes do conclave

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Os cardeais eleitores aproveitaram hoje, com um pouco de turismo e boa mesa, os seus últimos momentos de liberdade antes de entrarem na terça-feira no conclave, onde estarão isolados do mundo exterior até à eleição do novo papa, o 266º da história da Igreja católica.

 

Os cardeais eleitores aproveitaram hoje, com um pouco de turismo e boa mesa, os seus últimos momentos de liberdade antes de entrarem na terça-feira no conclave, onde estarão isolados do mundo exterior até à eleição do novo papa, o 266º da história da Igreja católica.

Segundo a imprensa internacional, cardeais norte-americanos e britânicos foram vistos nos restaurantes da capital italiana durante as pausas das congregações gerais (reuniões prévias ao conclave), que servem para definir o perfil do próximo pontífice e discutir os problemas e desafios da Igreja.

«É muito difícil não comer bem em Roma», afirmou o arcebispo de Boston, Sean O´Malley, um dos 115 cardeais com direito a voto (por ter menos de 80 anos) que entrarão na Capela Sistina para designar o sucessor de Bento XVI.

Terça-feira de manhã, todos os cardeais se instalarão na Casa Santa Marta, a sua residência durante o conclave, onde estarão isolados do mundo para respeitar o segredo que a eleição de um papa exige.

Os famosos paparazzi de Roma esqueceram-se por alguns dias das estrelas de cinema e dos jogadores de futebol para ir caçar os cardeais que circulam pela cidade.

A última edição da revista de celebridades italiana Chi, conhecida em todo o mundo por ter publicado no ano passado as fotos da duquesa de Cambridge, Kate Middleton, em topless, dedicou duas páginas ao cardeal norte-americano Roger Mahony, nas quais ele é visto a beber vinho num restaurante.

Este cardeal é um dos que está no alvo das associações por ter supostamente encoberto casos de abusos sexuais contra menores dentro da Igreja.

Outro cardeal, o francês Philippe Barbarin, arcebispo de Lyon, converteu-se em astro mediático nos últimos dias graças à sua bicicleta, na qual se desloca a toda velocidade pelas estreitas ruas de Roma.

Já o britânico Cormac Murphy O´Connor, ex-arcebispo de Westminster, evocou em termos poéticos a cidade, lembrando a sua primeira visita em 1950, quando Roma era «uma povoação eclesiástica encantadora».

O seu colega norte-americano, o arcebispo de Washington Donald Wuerl, que viveu vários anos em Roma e fala muito bem italiano, foi fotografado agradecendo a um cozinheiro de um restaurante de cozinha tradicional italiana perto do Vaticano.

O arcebispo de Nova Iorque, o cardeal Timothy Dolan, enviou uma carta aos seus paroquianos explicando as suas rotas gastronómicas em Roma.

«Até agora não encontrei pão integral irlandês, carne enlatada ou whiskey. Mas não me interpretem mal. Adoro a comida e o vinho aqui em Roma!», afirma.

O cardeal brasileiro Raymundo Damasceno Assis e o mexicano Noberto Rivera Carrera inclusivamente encontraram tempo para uma visita à cidade de Viterbo, 100 km a norte de Roma, onde no século XIII ocorreu o conclave mais longo da história (33 meses).

Naquela ocasião, os habitantes da cidade prenderam os cardeais à chave («cum clave», a expressão latina que levou à palavra conclave) para obrigá-los a eleger o novo papa.

O cardeal sul-africano Wilfrid Napier, arcebispo de Durban, que já está há vários dias em Roma e que participou em 2005 na eleição de Bento XVI, preferiu o humor para explicar o que é um conclave no século XXI.

«Como é estar no conclave? Além de NÃO ter rádio ou televisão, NÃO ter jornais, chamadas telefónicas, e-mails ou sms e de NÃO ter acesso ao Twitter ou ao Facebook, tudo o resto é normal», escreveu na sua conta no Twitter.

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