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Região 28 de janeiro de 2013

V. V. de Rodão: Maria do Carmo Sequeira alerta para problemas provocados por falta de obras no IP2

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Depois do acidente que matou 11 pessoas, na Sertã, ontem, a presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão alerta para a falta de obras no vizinho IP2, onde o piso já cedeu e camiões ficam presos em vias estreitas.

 

Depois do acidente que matou 11 pessoas, na Sertã, ontem, a presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão alerta para a falta de obras no vizinho IP2, onde o piso já cedeu e camiões ficam presos em vias estreitas.

"Que fique claro que a câmara já alertou para este problema há muito tempo, mas nunca ninguém quis saber", lamentou hoje Maria do Carmo Sequeira, em declarações à Lusa, receando pela segurança de quem por ali viaja.

Em causa está o aumento de tráfego no Itinerário Principal 2 (IP2), entre Fratel e Castelo Branco, no concelho de Vila Velha de Ródão, como alternativa à autoestrada da Beira Interior (A23) desde que passaram a ser cobradas portagens.

O trânsito "é incomparável: só quem fique ali a observar é que se apercebe do impacto", refere a autarca, sublinhando que "quase todo o tráfego que se fazia pela A23 voltou ao antigo IP2", mas sem que a estrada tenha sido requalificada.

Aos buracos e irregularidades do piso juntam-se duas zonas de maior risco, destaca a presidente de câmara.

Na Serra do Perdigão, a terceira faixa de rodagem da estrada, destinada a pesados que sobem a encosta no sentido sul - norte, está fechada e por reparar depois a um aluimento de terras ocorrido há mais de três anos.

No Fratel, há uma placa de estrada sem saída no IP2, porque foi sobreposto pela autoestrada, e todo o trânsito é obrigado a circular nalguns metros de estradas da freguesia até chegar à A23.

"Já houve pesados encravados no local e há uma pequena ponte onde chegam a passar quatro camiões ao mesmo tempo", refere Maria do Carmo Sequeira, temendo pela resistência da estrutura.

A autarca confessa-se cansada de alertar para os problemas, ainda desde o anterior Governo, quando se colocou a possibilidade de haver portagens na A23, até aos pedidos já feitos ao atual executivo.

Até hoje não recebeu respostas "de ninguém", a não ser do representante distrital da empresa Estradas de Portugal, mas que "está na dependência da estrutura nacional".

"Já estou a dizer há alguns anos que o IP2 levanta muitas preocupações, ainda por cima com o trânsito atual: é uma preocupação das grandes", concluiu.

A Lusa contactou a Estradas de Portugal, mas não obteve ainda qualquer resposta.

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