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Região 23 de janeiro de 2013

Covilhã : Tribunal decide hoje processo com polícia e prostituta acusados de extorsão

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Dez arguidos vão hoje conhecer o acórdão do Tribunal da Covilhã no processo que envolve um chefe de polícia e uma prostituta alegadamente ligados a esquemas de extorsão.

Dez arguidos vão hoje conhecer o acórdão do Tribunal da Covilhã no processo que envolve um chefe de polícia e uma prostituta alegadamente ligados a esquemas de extorsão.

A leitura do acórdão esteva marcada para 08 de janeiro, mas foi adiada para hoje, às 15:00, depois de o coletivo de juízes decidir imputar novos crimes a alguns dos arguidos.

A prostituta Janete Pires passa a responder por mais um crime de burla qualificada na forma tentada em coautoria com o chefe de polícia Francisco Casteleiro, que viu assim esse crime ser-lhe também acrescentado.

Alcina Pinheiro, outra das arguidas, passa ainda a responder por mais um crime de burla qualificada em coautoria com Janete.

A decisão surge "após o estudo que o coletivo fez da acusação, confrontada com a prova produzida em tribunal", justificou a juíza presidente Alexandra Reboredo.

Janete Pires já estava acusada de extorsão na forma continuada, associação criminosa, burla qualificada, lenocínio, auxilio a imigração ilegal com intenção lucrativa, corrupção ativa e de dois crimes de falsificação de documento.

Francisco Casteleiro e Alcina Pinheiro já respondiam pela coautoria com outros arguidos pelos crimes de extorsão na forma continuada, falsificação de documentos e associação criminosa - sendo ainda atribuído ao chefe de polícia a autoria singular de um crime de corrupção passiva.

De acordo com a acusação, o alegado objetivo dos arguidos seria seduzir homens com dinheiro para depois os chantagearem, tirando partido da informação conseguida pelo agente de autoridade.

Uma das vítimas terá perdido 400 mil euros e até o marido de Janete terá ficado na miséria, sendo apoiado por uma instituição antes de morrer, refere a acusação.

O Ministério Público pediu a condenação dos dez arguidos no caso, com prisão efetiva para o chefe de polícia, a prostituta e outros dois arguidos acusados de exercer violência sobre as vítimas.

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