Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Os confrontos ocorreram na segunda-feira, quando cerca de 2.000 trabalhadores da KOK Machinery abandonaram a linha de montagem e tentaram manifestar-se nas ruas de Kunshan, reclamando melhores salários.
Cerca de 50 trabalhadores ficaram feridos, cinco dos quais “gravemente”, disse o jornal Ch Daily.
A KOK Machinery é a segunda empresa com capitais de Taiwan cujas condições de trabalho saltaram para o centro da atualidade, depois da vaga de 10 suicídios na Foxconn, em Shenzhen, sul da China.
Na semana passada, trabalhadores de duas fábricas da Honda na China estiverem em greve, pedindo também melhores salários, que em muitos casos eram inferiores a 1.000 yuan por mês (120 euros).
Um alto funcionário citado na imprensa prevê que “a vantagem da China como país de mão-de-obra barata poderá desaparecer dentro de dez anos”.
Para “ajustar a distribuição dos rendimentos” e tentar inverter as crescentes desigualdades sociais, o governo chinês decidiu na semana passado aumentar o salário mínimo, que não era revisto há dois anos e cujo valor é estabelecido localmente.
Xangai tem o salário mínimo mais elevado da China: 1.120 yuan (135 euros) por mês.
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