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Mundo 1 de janeiro de 2013

EUA: acordo no Senado adia por dois meses novo impasse

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O acordo alcançado na madrugada de terça-feira entre Democratas e Republicanos no Senado dos EUA, ainda à espera da aprovação da Casa dos Representantes, adia por dois meses os cortes na despesa previstos para janeiro.

 

O acordo alcançado na madrugada de terça-feira entre Democratas e Republicanos no Senado dos EUA, ainda à espera da aprovação da Casa dos Representantes, adia por dois meses os cortes na despesa previstos para janeiro.

O Senado norte-americano aprovou hoje, primeiro dia do ano, a legislação que impede um "precipício orçamental" de aumentos de impostos e corte na despesa pública, numa votação em que a maioria ganhou por 89-8.

Depois de semanas de negociações entre os dois partidos, que culminaram com uma "maratona" de discussões encabeçadas pelo líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, e pelo vice-presidente, Joe Biden, o acordo ainda tem de passar na Casa dos Representantes, onde os Republicanos detêm a maioria dos votos.

Os cortes na despesa num total de 24 mil milhões de dólares (18,2 mil milhões de euros) sobre o Departamento de Defesa e vários programas internos deverão ser adiados por dois meses, caso o plano seja aprovado, o que vai dar tempo quer a Republicanos quer a Democratas para se prepararem para uma nova ronda de negociações sobre como reduzir a dívida do país, que deverá atingir novo teto máximo em fevereiro ou março.

O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, informou o Congresso na segunda-feira à noite de que os EUA haviam atingido o limite da dívida, mas que seria possível adiar medidas mais concretas por dois meses.

"Negociadores têm ainda que encontrar um acordo que detenha os cortes arbitrários na despesa conhecidos como sequestro, que preveem uma redução de 110 mil milhões dos orçamentos da Defesa e internos. E os Republicanos estão à espera de que o Tesouro atinja o limite da dívida dentro de algumas semanas, na esperança de extorquir mais uma vez cortes na despesa", escreveu hoje o diário New York Times em editorial.

Também o Financial Times, no artigo que dedica ao tema, explica que "as negociações mais difíceis, sobre os cortes na despesa, foram, de facto, adiadas por dois meses".

A legislação deve evitar um aumento de impostos na classe média e uma subida das taxas sobre os rendimentos acima dos 400 mil dólares (cerca de 303 mil euros) para pessoas singulares e dos 450 mil dólares (cerca de 340 mil euros) para casais.

Acima desse limite, a taxa de imposto subiria dos atuais 35% para um máximo de 39,6%, o que significaria a primeira subida de impostos nos Estados Unidos em duas décadas, algo a que os republicanos se opuseram.

De acordo com economistas do JPMorgan Chase e do Bank of America, citados pela agência Bloomberg, a eliminação do corte de 2% nos impostos individuais, em conjunto com o aumento fiscal sobre os mais ricos vai ajudar a reduzir o crescimento económico no primeiro trimestre, abaixo dos 3,1% alcançados no terceiro trimestre de 2012.

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