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Região 4 de dezembro de 2012

Castelo Branco: Tribunal ocupa salão do antigo edifício da ADCB para julgar tráfico internacional de droga com 30 arguidos

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O Tribunal de Castelo Branco começou ontem a julgar um processo de tráfico internacional de droga com 30 arguidos, recorrendo a instalações emprestadas para acolher todos os intervenientes.

 

O Tribunal de Castelo Branco começou ontem a julgar um processo de tráfico internacional de droga com 30 arguidos, recorrendo a instalações emprestadas para acolher todos os intervenientes.

O julgamento realiza-se num dos salões do antigo edifício da assembleia distrital de Castelo Branco, o mesmo onde funciona o Tribunal Administrativo e Fiscal da cidade.

Um dos alegados líderes da rede de tráfico, Domingos Oliveira (a par do irmão Paulo Oliveira), continua em parte incerta, tendo sido emitidos mandados de detenção europeus.

Outros quatro arguidos estão em prisão preventiva e uma está em prisão domiciliária.

A acusação é dirigida contra 33 pessoas, mas para além do suposto líder com paradeiro desconhecido, outros dois não puderam ser notificados, explicou fonte judicial à agência Lusa.

Durante a primeira sessão hoje realizada, foi ouvida a maior parte dos arguidos, relatando alguns dos episódios de tráfico e questionados sobre de quem recebiam ordens, quais as motivações e quanto era o dinheiro envolvido.

Os "correio de droga" terão recebido entre 500 a 10 mil euros por transporte, alguns dos quais feitos com estupefacientes dissimulados no interior do organismo - como acontecia, por exemplo, com a ingestão de "bolotas" de haxixe.

Segundo contaram alguns dos inquiridos, a atividade permitiria ganhar "dinheiro fácil", para saldar dívidas ou comprar estupefacientes que vários deles consumiam.

Os 33 arguidos, em que a média de idades é de 28 anos, são todos acusados do crime de tráfico de estupefacientes, dois dos quais (os alegados irmãos que chefiavam a rede) na forma agravada, e dois outros são ainda acusados de posse de arma proibida.

A rede dedicava-se ao tráfico de substâncias ilícitas, haxixe e drogas sintéticas (anfetaminas, ecstasy e LSD) e a acusação faz referência a viagens entre Portugal e Marrocos, Holanda, Japão, México e Colômbia que remontam a 2003.

No âmbito da investigação, a Polícia Judiciária fez em novembro de 2011 a maior apreensão de droga sintética LSD em Portugal.

O produto estava em 30 mil micro selos para colar na pele, avaliados em cerca de 150 mil euros, e apreendidos em Castelo Branco.

O julgamento continua na terça-feira às 14:00 no mesmo espaço - um dos salões do antigo edifício da assembleia distrital de Castelo Branco.

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