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Região 27 de novembro de 2012

Covilhã: Esgalhado ao qual Pinto tirou pelouros mantém-se no cargo

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O vereador a tempo inteiro da câmara da Covilhã João Esgalhado, ao qual o presidente da autarquia, Carlos Pinto (ambos PSD), retirou as competências anunciou que vai continuar a ocupar o lugar, sem pelouros, e sem receio de ser oposição. Em conferência de imprensa, João Esgalhado disse que "manterá até às próximas eleições autárquicas o pleno cumprimento das obrigações de vereador eleito, sem pelouros".

O vereador a tempo inteiro da câmara da Covilhã João Esgalhado, ao qual o presidente da autarquia, Carlos Pinto (ambos PSD), retirou as competências anunciou que vai continuar a ocupar o lugar, sem pelouros, e sem receio de ser oposição.

Em conferência de imprensa, João Esgalhado disse que "manterá até às próximas eleições autárquicas o pleno cumprimento das obrigações de vereador eleito, sem pelouros".

No sábado, o presidente do município, Carlos Pinto, assinou um despacho em que retirou todos os poderes a João Esgalhado por este ter votado, na sexta-feira, contra a proposta para a extinção da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), ideia que acabaria por ser chumbada, juntamente com os votos da oposição socialista.

Em declarações à agência Lusa, Carlos Pinto disse esperar que, além de ficar sem funções atribuídas, João Esgalhado devia abandonar o lugar para o qual foi eleito.

Hoje, o vereador disse que continua no cargo, não para fazer oposição sistemática, lembrando que não está obrigado a qualquer disciplina de voto.

Assim, referiu, "a maioria [PSD] está em minoria" tendo em conta que outro vereador da equipa Pedro Silva entregou os pelouros.

Desta forma, na maioria PSD de seis eleitos, há dois que podem votar de outra forma, ao lado dos três vereadores do PS - como aconteceu na sexta-feira.

João Esgalhado deixou ainda em aberto a possibilidade de liderar um projeto candidatado às eleições autárquicas de 2013, com apoio partidário ou como independente.

Em 2009, tinha sido o terceiro na lista do PSD liderada por Carlos Pinto que ganhou as eleições e é atualmente o segundo eleito da câmara, uma vez que o número dois da lista (Luís Fiadeiro) renunciou ao lugar.

Na conferência de imprensa disse que já era "um sacrifício" manter uma "fachada" de "casamento de conveniência", classificando a maioria PSD como "uma sombra daquilo que já foi uma brilhante equipa autárquica".

A proposta de Carlos Pinto para extinção da SRU foi a gota de água entre os dois. O presidente da câmara defende que as novas leis obrigam a extinguir a empresa, enquanto o vereador João Esgalhado discorda.

O vereador referiu hoje que Carlos Pinto tomou a decisão para usar as verbas da SRU na ampliação de um centro de atendimento telefónico (call center) privado, ao qual o município se comprometeu a ceder instalações junto ao mercado da cidade.

O vereador disse apoiar "a criação de emprego", mas considerou que a "decisão unipessoal" do presidente não é a opção certa face às possibilidades da lei e põe em causa a requalificação do centro histórico.

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