A decisão do Supremo Tribunal Administrativo foi conhecida na véspera do feriado 25 de Abril, dia, em que os sociais democratas dizem ter um forte simbolismo. "O nosso feriado municipal e dois dias após a celebração do 25 de Abril de 1974, em que, por aqui e por este País fora, proliferam discursos meramente circunstanciais sobre a Democracia".
O PSD refere ainda que situações como esta demonstram que Portugal não tem ainda uma democracia suficientemente
consolidada.
Se assim fosse, o presidente da Câmara teria há muito retirado as devidas ilações políticas e não pautaria a sua atuação pela leviandade e pela falta de verticalidade em assumir a sua responsabilidade.
A confiança que os eleitores depositaram no candidato do PS com o seu voto nas últimas eleições autárquicas, não tem sido dignificada pela sua atuação ao longo de todo este processo.
O PSD de Castelo Branco continua fortemente convicto que já chega de fazer prevalecer interesses pessoais sobre o interesse público de Castelo Branco.
"O que se esconde por detrás desta obsessão pela manutenção do poder?", perguntam os sociais democratas.
A Comissão Política Concelhia do PSD constata ainda que a governação autárquica de Luís Correia fica, indelevelmente, marcada pela falta de transparência".
O Supremo Tribunal Administrativo (STA) confirmou recentemente a perda de mandato do presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, mas a defesa do autarca socialista disse que já recorreu da decisão para o Tribunal Constitucional.
Num acórdão do STA, datado de 02 de abril e consultado pela agência Lusa, os juízes negam provimento ao recurso interposto pelo autarca, confirmando a perda de mandato decretada em primeira instância e confirmada pela segunda instância.
Esta é a terceira decisão condenatória, mas o advogado do autarca, Artur Marques, considera que "na realidade só há uma, porque as outras são cópias".